É só o começo?
Massacre, agressão, ataque... foram apenas algumas das palavras usadas na última semana para os fatos ocorridos no Paraná envolvendo professores e o governo do estado . Todos ficaram horrorizados pelas cenas da bárbarie da tropa de elite do governador tucano Richa. Na mesma época em que as imagens que não podiam ser escondidas entravam no ar, aqui em SP, outra greve, igualmente de professores e tembém provocada pelo governo tucano é sistematicamente escondida - a greve do silêncio - que tem levado milhares de docentes às ruas: 20 mil, 30 mil, 60 mil.
As duas tudo têm de comum e são demonstrações do que pode ainda vir por aí com esta pauta que o congresso bbb (boi, bala e bíblia) em consórcio com a elite , mídia e setores do Judiciário tem defendido.
Todos os focos de resitência precisam ser combatidos, nem que para isso os mesmos métodos usados na ditadura militar precisem ser usados.
O que querem os professores? Diminuir a situação de precarização do trabalho docente que os governos tucanos são tão competentes em colocar em ação. Por isso, a lutas deles é a nossa por que só fazem anunciar o que pode vir pela frente. Maurice Tardif é um pesquisador que tem se notabilizado por discutir as questões sobre o trabalho docente - como é composto e está organizado o trabalho? São algumas das discussões promovidas por ele. Neste momento de cosnstrução de resistência de todos que vivem do trabalho (e não da especulação financeira) é muito atual. Os mesmos que ficaram chocados pelo massacre , mas que aplaudem todas as iniciativas que colocam em risco a democracia brasileira, como as "marchas promovidas pelo conservadorismo"devem ficar atentos - o próximo pode ser você.
Suzana Mesquita Moreira


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